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Mundo do Aço

Indústria de máquinas: atraso na entrega de aço deve durar 120 dias crédito: Gerdau/Divulgação

As dificuldades no recebimento de insumos básicos para a indústria de transformação pode se estender por mais um tempo. No caso do aço, o presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, acredita que a situação deve se normalizar em até 120 dias. Segundo as siderúrgicas, a explicação para esse atraso no fornecimento são as encomendas além do normal para a recomposição dos estoques dos clientes.

Velloso disse que a indústria de máquinas está reprogramando a produção e suas entregas para minimizar esse impacto. Mesmo assim, a estimativa da Abimaq é de alta de 15,8% no faturamento no mercado interno em 2021. “O setor continua muito ativo, puxado pelas obras infraestrutura, a indústria alimentícia e o agronegócio, que demandam muitas máquinas. O recrudescimento da pandemia não deve afetar a nossa atividade”, garantiu o dirigente da Abimaq.

Segundo Velloso, os atrasos nas entregas de aço, por exemplo, chegam a 90 dias e algumas usinas já estabelecem cotas de fornecimento. Para obter um pouco mais de previsibilidade, na última quarta-feira ocorreu uma reunião entre a Abimaq e representantes de siderúrgicas.

O encontro contou com a presença de presidentes e executivos das siderúrgicas, como Benjamin Baptista e Jefferson de Paula, da ArcelorMittal, Sergio Leite, da Usiminas, Marcos Faraco, da Gerdau e Frederico Ayres Lima, da Aperam. Além do presidente executivo do Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes e José Jorge do Nascimento, presidente executivo da Eletros.

“O mote da reunião foi a previsibilidade. O setor industrial pediu mais previsibilidade na entrega e as usinas previsibilidade na demanda. Queremos saber qual é o consumo real sem a reposição de estoques. A regularização disso é que irá determinar a normalização do fornecimento de aço”, disse Lopes, do Aço Brasil.

Segundo ele, a utilização da capacidade instalada nas usinas em janeiro chegou a 70,1%, mesmo nível de agosto de 2015. “A cada mês estamos produzindo mais e a economia não está bombando tudo isso. Em janeiro, a produção de aço bruto foi a maior desde janeiro de 2019 e o consumo aparente o maior desde março de 2015.”

Velloso, da Abimaq, ressaltou ainda que, além da reprogramação das entregas, o setor de máquinas pode ver suas margens comprometidas com a alta dos custos. “As empresas não conseguem repassar preço tão facilmente porque têm concorrentes no país, principalmente chineses e europeus. Perdem em rentabilidade.”

Outra reclamação dos consumidores de aço é sobre os seguidos aumentos de preços, que foram constantes no segundo semestre, e continuam em 2021. Somente em 2020, mais de 50%. As usinas apontam como justificativa a alta de 80% do minério de ferro em 2020, alta da sucata, do carvão metalúrgico, além do câmbio.

Para a indústria de embalagens em papel, que é considerada atividade essencial, a pandemia impulsionou a demanda - o crescimento acelerado do comércio eletrônico e a maior penetração do “delivery” geraram mais pedidos -, mas trouxe aumento de custos que pode superar 100% de acordo com a matéria-prima.

Praticamente 70% da fibra utilizada na confecção de embalagens de papel ondulado é reciclada e, com o “lockdown” em diversas regiões, a cadeia de coleta foi interrompida. Combinada à demanda aquecida, essa ruptura levou o preço da apara de papel ondulado mais utilizada (ondulado tipo 2) a subir 109,8% entre janeiro e dezembro, para R$ 1.188 a tonelada, segundo a Anguti Estatística, especializada no levantamento de preços do setor.

As aparas seguem pressionadas em 2021 e, em fevereiro, a tonelada do mesmo tipo de papel foi comercializada a R$ 1.395. “O mercado já deveria ter se normalizado, mas ainda há dificuldade para encontrar aparas. As embalagens usadas no fim de ano não estão chegando à ponta no ritmo esperado”, diz o diretor da Anguti, Pedro Vilas Boas. E o novo “lockdown”, conforme ele, pode prejudicar novamente a coleta.

Para suprir a carência de aparas no país, as fabricantes de embalagens têm recorrido à importação, mesmo com a desvalorização cambial. Normalmente, explica Vilas Boas, o país importava no máximo 2 mil toneladas por mês. Agora, a entrada mensal varia de 7 mil a 8 mil toneladas, com origem sobretudo dos Estados Unidos. “Isso está ajudando a normalizar o mercado.” A inflação do custo de produção está sendo repassada para o produto final, porém não necessariamente no ritmo dos aumentos com aparas e outros insumos.

Para o presidente da Irani Papel e Embalagem, Sergio Ribas, 2021 tem sido um ano “bastante interessante do ponto de vista de resultados, mas com desafios por causa do recrudescimento da pandemia”. Suas fábricas seguem tomadas. Após a aceleração dos reajustes de preço no quarto trimestre, há nova rodada de alta em curso.

Segundo boletim Empapel, entidade do setor, as expedições de papelão ondulado foram de 328 mil toneladas em janeiro, 5,6% a mais na comparação anual.

Fonte: Valor Econômico

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