O Mundo do Aço

Conforme inicialmente esperado, a indústria de fundição de Minas Gerais encerrou 2018 com crescimento de 6,4% na produção em relação ao ano anterior. Com o resultado, as receitas do setor também avançaram (8%) no mesmo tipo de comparação. O desempenho consolida a trajetória de recuperação da atividade, que já se aproxima dos níveis de 2008, antes da crise econômica, período de ápice do segmento. De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Fundição no Estado de Minas Gerais (Sifumg), Afonso Gonzaga, que também é presidente da Associação Brasileira de Fundição (Abifa), mais uma vez a atuação de importantes consumidores, como o parque automotivo e a indústria de bens de capital, puxou o desempenho, da mesma maneira que as exportações também continuaram tendo peso expressivo no resultado. Em relação à receita do setor em Minas, a alta chegou a 8% e foi mais forte do que a evolução da produção (6,4%)devido à variação cambial, que gerou maior receita com as exportações. “Alcançamos a produção de 680 miltoneladas de fundidos em Minas, o que representou 28,3% do total do volume nacional (2,4 milhões de toneladas). As exportações, mais uma vez, ajudaram muito porque, apesar de mantermos a mesma tonelagem embarcada, o câmbio, comdólar mais caro que 2017, provocou um aumento substancial no faturamento. Do total produzido no Estado em 2018, 116 mil toneladas, ou 17%, foram para oexterior”, explicou o representante da indústria de fundição. Outro ponto a se destacar em relação aos números da atividade no ano passado, conforme Gonzaga, diz respeito à empregabilidade. De acordo com ele, hoje, a indústria nacional da fundição gera 54 mil empregos diretos, 18 mil dessas posições só em Minas, o que representa 33,3% do total do Brasil. Expectativa Sobre o desempenho do setor em 2019, Gonzaga se diz otimista. Segundo ele, além da perspectiva decontinuidade da recuperação econômica e do incremento esperado nos principais setores demandantes de fundidos, há ainda a expectativa da retomada dos investimentos em infraestrutura, principalmente, no setor de saneamento. “Se ogoverno voltar a investir, de fato, nessa frente, teremos um ganho de 1,5% a 2%. Por isso, estamos com uma estimativa inicial de alta no desempenho para este exercício na casa dos 8% em termos de produção”, afirmou. Fonte: Diário do Comércio Seção: Metalurgia & Distribuição Publicação: 20/02/2019
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