O Mundo do Aço

Superados os momentos mais críticos da crise econômica, a indústria de minerais do Ceará espera um crescimento mais robusto do setor em 2019, que deve ultrapassar o patamar de 10% em comparação ao ano passado. A estimativa é do empresário Ricardo Cavalcante, presidente do Sindicato das Indústrias de Extração de Minerais Não-Metálicos, de Diamantes e Pedras Preciosas do Ceará (Sindiminerais). Para justificar o otimismo, Cavalcante aponta a confiança gerada pelos novos governos eleitos no Estado e no País, a expectativa da retomada da indústria da construção civil e o início de novas obras de infraestrutura, a exemplo da Linha Leste do Metrô de Fortaleza (Metrofor), que demandam grandes volumes de matéri-prima ao setor. "Considerando apenas os segmentos do Sindiminerais, o setor pode crescer de 15% a 20%. Acho que vamos crescer ainda mais que isso", aponta. A entidade reúne empresas que trabalham com gesso, calcário, minério de ferro, areia, magnésio, entre outros produtos, mas a indústria de mineração também inclui segmentos de britagem (Sindibrita), mármores e granitos (Simagram), cerâmicas (Sindicerâmica) e água mineral (Sindbebidas). "O mercado de 2018 foi bom para alguns setores, como calcário, gesso e ferro silício. Em outros, entre os quais areia, teve decréscimo porque a construção civil caiu. Os que tinham pauta de exportação também conseguiram fugir da crise", aponta. Entraves Por outro lado, barreiras como a carga tributária e infraestrutura impedem que o setor consiga se desenvolver de forma mais acelerada, avalia Cavalcante. Segundo o empresário, uma dificuldade para o setor no Ceará é a necessidade de solicitar autorização do Governo para trafegar com carretas nas rodovias estaduais. "O Estado diz que as CEs não estão preparadas para o tráfego de caminhões pesados, então tem que pedir permissão. O transporte é feito, basicamente, pelas BRs", aponta. A mineração é um dos maiores transportadores de matéria-prima e consumidores de óleo diesel do País. Somente na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), são movimentados diariamente 1,2 milhão de toneladas de matéria-prima, segundo Cavalcante, que correspondem ao tráfego de mais de 600 caminhões por dia na região. Outro obstáculo apontado pelo empresário são os custos com energia elétrica, indicando que algumas empresas já estão gerando energia solar para escapar das tarifas. "Basta ter financiamento de longo prazo para fazer com que as indústrias possam entrar nesse mercado. O futuro é isso, hoje não pode tirar do capital da empresa para investir em algo que não é a atividade fim dela", aponta. Novos negócios A perspectiva, segundo Cavalcante, é que o setor ganhe ainda mais força nos próximos anos com a chegada de novos empreendimentos ao Estado. Entre eles, a usina de exploração de urânio e fosfato em Itataia, no município de Quixadá, cujo licenciamento se arrasta há mais de sete anos. "A hora está chegando. Além de ser a maior mina de urânio do Brasil, a grande vantagem é o fosfato - o Brasil é hoje o maior importador de fosfato do mundo, que é usado na agricultura. Seria algo espetacular para a região". Também deve dar novo fôlego ao segmento a implantação de empresas de rochas ornamentais na Zona de Processamento e Exportação do Ceará (ZPE Ceará). Ele lembra que o volume exportado no Ceará só não é maior por conta da matéria-prima que é enviada ao Espírito Santo para o beneficiamento e exportação a partir de lá. "Não tenho dúvidas de que a vinda dessas empresas propiciará um crescimento muito grande", destaca. Fonte: Diário do Nordeste Seção: Mineração Publicação: 16/01/2019
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