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Mundo do Aço

O que esperar da construção civil em 2022, segundo projeções do setor crédito: Arcelor Mittal/Divulgação

O aquecimento da construção civil durante a pandemia foi a tábua de salvação da economia brasileira. O nível de atividade acelerado nos canteiros, que surpreendeu o país, evitou um desastre maior do Produto Interno Bruto (PIB).

Porém, as projeções para 2022, embora otimistas, mostram desaceleração do crescimento diante de gargalos estruturais, como queda na renda e no emprego, além do alto custo produtivo.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) afirma que não será possível manter o desempenho visto na pandemia se não forem tomadas medidas urgentes pelo governo federal para recuperar a renda da população.

Diante de um cenário de desemprego e desaceleração da indústria, revelado nos resultados do PIB do terceiro trimestre de 2021, foi a atividade dos canteiros de obras a principal responsável por evitar um tombo maior do PIB no período - o setor cresceu 3,7%.

No ano todo, a construção civil deve fechar com expansão expressiva de 7,6%. Porém, para 2022, as perspectivas são de que o crescimento deve diminuir, mais ainda ficando positivo em 2%.

As projeções são da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic).

“No próximo ano o crescimento será sustentado pelo que já está contratado e, especialmente, pelo incremento de investimento em infraestrutura”, afirmou a entidade em comunicado à imprensa.

Contam ponto a favor do desenvolvimento do setor em 2022 os investimentos represados. Durante a pandemia, muitas pessoas preferiram não entrar em grandes projetos, que devem ser feitos a partir do próximo ano, conforme as restrições forem sendo diminuídas.

Outro fator que contribui para a projeção de um ano positivo para a construção civil é o fato de 2022 ser um ano eleitoral. Historicamente, às vésperas de eleições, os gastos públicos com obras e melhorias na infraestrutura aumentam, trazendo bons números para o setor. Por isso, mesmo frente à alta dos juros e de um cenário de incertezas na economia, a demanda por materiais e mão-de-obra para construção deve seguir crescendo.

Crédito imobiliário em queda é outro desafio

O crédito imobiliário com recursos do FGTS teve retração em 2021, tanto em valor financiado, com baixa de 14,1%, quanto no número de unidades financiadas, que caiu 17,05%.

“Esses índices demonstram o impacto das famílias de mais baixa renda, onde está concentrado 90% do déficit da habitação”, afirmou a entidade.

A CBIC afirmou ainda que o mercado imobiliário deve registrar elevação nos preços nos próximos meses, após acumular alta de custos ainda não repassados para os valores dos imóveis.

Segundo o INCC, índice que mede a inflação nos canteiros de obras, materiais e equipamentos tiveram elevação de 42,25% durante o período da pandemia.

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