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Mundo do Aço

Siderúrgicas preparam novos reajustes nos preços do aço

Com a alta dos custos puxada pelos preços do minério de ferro e da sucata atingindo níveis históricos, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) vai reajustar novamente os preços em junho e julho. A terceira maior siderúrgica do país já aplicou aumento de 15% a 18% no dia 1º de maio. Agora, segundo informou uma fonte da companhia, o novo reajuste será de 15%, dividido em duas parcelas iguais nos meses de junho e julho.

A empresa produz aços laminados a quente e a frio, zincados, pré-pintados, folhas metálicas e vergalhões na usina em Volta Redonda (RJ) e em instalações em Porto Real (RJ) e Araucária (PR). Os argumentos para a nova alta continuam sendo o aumento das principais matérias-primas (minério de ferro, carvão e sucata), o câmbio elevado (dólar em torno de R$ 5,30) e o prêmio baixo (5%) em relação ao material importado colocado no país.

Na terçca-feira, o Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda) já havia falado sobre novos aumentos, mas a expectativa do presidente da entidade, Carlos Loureiro, era algo em torno de 5% a 10%.

 

 

Somente neste mês, as usinas implementaram reajustes entre 10% e 18% no  valor do produto. A oferta de aço segue limitada e a tendência é de que os estoques fiquem mais moderados que o tradicional, em torno de 2,1 meses, devido ao alto custo do produto.

Mesmo com os preços em alta, as vendas são crescentes. De acordo com o levantamento do Inda, em abril, as vendas de aços planos registraram avanço de 5,4% quando comparado a março, atingindo o montante de 343,1 mil toneladas contra 325,4 mil. Em comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foram vendidas 166 mil toneladas, a alta foi de 106,7%.

“Tivemos um abril muito bom, com as vendas superando o desempenho de março em 5,4%. Em relação a abril de 2020, tivemos uma alta de 106%, mas não é uma boa referência pelo período do ano passado ter sido o da crise provocada pela pandemia de Covid-19”. 

Com o incremento nas vendas de abril, no acumulado do ano, o setor registrou um crescimento de 31,2%, com a venda de 1,3 milhão de toneladas. Já nos últimos 12 meses, o aumento na comercialização é de 21,4% e 3,9 milhões de toneladas. 

“O resultado de abril impulsionou o crescimento do primeiro quadrimestre, uma vez que as vendas em abril do ano passado foram muito ruins. A tendência é que esta alta caia e devemos fechar o ano com incremento de 8% nas vendas”, disse Loureiro.

Em relação às compras, em abril foi registrada alta de 1,5% frente a março, com volume total de 345,1 mil toneladas contra 340,1 mil. Na comparação com abril do ano passado, quando foram compradas 179,1 mil toneladas, o crescimento foi de 92,7%.

“Para maio, a expectativa é de que as compras permaneçam estáveis às de abril e as vendas tenham uma queda de 5%”.

Importações

As importações encerraram abril com queda de 10,7% em relação ao mês anterior, com um volume total de 125,4 mil toneladas contra 140,4 mil. Comparando com o mesmo mês do ano anterior (56,5 mil toneladas), as importações registraram alta de 121,9%. Mais de 50% das importações vieram da China, segundo o Inda.

Com a movimentação, os estoques seguem baixos. Em número absoluto, o estoque de abril apresentou alta de apenas 0,3% em relação ao mês anterior, atingindo o montante de 713,2 mil toneladas contra 711,2 mil. O giro de estoque fechou em 2,1 meses. 

“A tendência é de que os estoques fiquem abaixo da média do setor nos últimos anos, que era acima de três meses. No momento, não é interessante ficar acima de três meses pelo ciclo de alta de preços. Como os valores estão muito elevados, haverá uma acomodação dos preços mais para frente. Nossas redes estão fazendo estoques com preços altos e se o valor do aço cair teremos prejuízos. Em um mercado com alta concorrência, como o nosso, o que vale é o preço de reposição e não do custo de formação dos estoques”.

Fontes: Diário do Comércio e Valor 

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